Essa pode ser nossa última chance de defendê-los da ganância da indústria do petróleo. Em nossa expedição, vamos expor as ameaças que as petrolíferas ainda fazem ao local e mostrar as belezas que existem ali.

Cientistas a bordo do navio Esperanza estão na região dos Corais da Amazônia para estudar a biodiversidade que existe ali. Foto: © Pierre Baelen / Greenpeace

Situado entre o Brasil e a Guiana Francesa, os Corais da Amazônia oferecem surpresas, espécies raras e é um ecossistema único no mundo. Um lugar onde o que parecia impossível se tornou realidade: um recife que cresce até 200 metros de profundidade e um lugar onde 2 milhões de pessoas venceram uma batalha contra uma poderosa empresa de petróleo: a francesa Total.

A região dos Corais da Amazônia é também uma das áreas prioritárias para serem defendidas se realmente queremos proteger os oceanos do planeta. A má notícia é que ela também é alvo para empresas de petróleo, como a BP, que desde 2016 tenta explorar petróleo ali.

Se isso acontecer, pode ser devastador para o Brasil, para a Guiana Francesa e para os oceanos de todo o planeta, sem nem falar do clima da Terra. Em um derramamento, o óleo poderia ir além das fronteiras, e chegar a um dos maiores manguezais do mundo. Seria uma notícia terrível para os Corais da Amazônia e para as espécies vulneráveis, como baleias e tartarugas que migram e nadam por aquela região. E, é claro, a perfuração de petróleo não é a melhor solução para enfrentarmos a crise climática. 

Essa pode ser a nossa última oportunidade de fazer com que líderes globais aprovem o Tratado Global dos Oceanos e para evitar a perda da vida marinha para a ganância das petrolíferas. 

É por isso que voltamos para mais uma expedição nos Corais da Amazônia. Durante cinco semanas, vamos estudar e documentar toda a beleza da região. Vamos mostrar aos líderes do planeta porque é crucial para eles protejam tudo isso das mãos sujas das companhias de petróleo.

Mergulhador nada nas águas da Guiana Francesa, região dos Corais da Amazônia. © Pierre Baelen / Greenpeace

Mesmo com nossa vitória histórica contra a indústria de petróleo e a Total em 2018, o novo governo brasileiro declarou recentemente que não é impossível que a BP obtenha uma licença para perfurar a região. Eles chegaram a permitir à BP uma extensão para solicitar direitos de perfuração. Como podemos ver, os incêndios florestais na Amazônia não são a única coisa ameaçada por uma política que não protege a natureza.

Precisamos da sua ajuda para pressionar líderes governamentais para que protejam nossas águas. Junte-se a nós se você deseja um futuro limpo, seguro e cheio de beleza. 

Assine a petição.